ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO PARQUE LAGE
 

ESCOLA

DIREÇÃO

AMEAV

PROFESSORES

HISTÓRIA


A evolução histórica do Parque Lage clareia a memória de um Rio Antigo e retrocede ao ano de 1620, quando Rodrigo de Freitas de Mello Castro comprou de Fagundes Varela o Engenho de Açúcar Del Rei, plantado às margens da lagoa atualmente conhecida por seu próprio nome. Com o tempo, reuniram-se, ainda sob o domínio dos Freitas, os engenhos de N. Sra da Conceição e N. Sra da Cabeça, sendo toda extensão de terras denominada Engenho dos Rodrigo de Freitas.

Em 1809, o príncipe D. João desapropriou a fazenda dos Freitas. Um inglês nobre, cujo nome escapa aos registros da época, comprou o parque, contratando para execução de reformas locais, em 1840, o paisagista John Tyndale. O inglês Tyndale não hesitou em transformar o que antes não passava de uma floresta bruta em uma elegante e refinada quinta aos moldes europeus.

Quatro anos depois, a propriedade já pertencia a João Pereira de Almeida, para , em 1859, passar para o nome de Antonio Martins Lage. Pela quantia de oito mil réis, ele adquiriu o lugar, apressando-se por apelidá-lo de Chácara dos Lage. Os três filhos do senhor de engenho, Alfredo, Roberto e Antonio Filho, foram agraciados pelo pai em 1900, com a transferência da área para seu nome.

Vinte anos mais tarde, a chácara pertencia ao armador Henrique Lage, filho de Antonio e o maior benfeitor da propriedade. Ele foi o responsável pela decisão de construir uma mansão na quinta, digna das imediações, para agradar a mulher, a cantora lírica Gabriella Besanzoni Lage. O projeto, realizado pelo arquiteto italiano Mario Vodrel, sob a influência caprichosa da artista, imprimiu um ecletismo ímpar ao casarão, incluindo a importação de azulejos, ladrilhos e mármores da Itália para a ornamentação do interior. Salvador Payols Sabaté assinou a pintura decorativa das paredes e tetos.

A prosperidade de Henrique Lage, contudo, um dia chegou ao fim, obrigando-se a entregar boa parte das terras ao Banco do Brasil como parte do pagamento de dívidas contraídas com esta instituição. O restante foi vendido a uma empresa particular. De olho na necessidade de preservação do Parque Lage, o Instituto Florestal determinou o tombamento do lugar como patrimônio histórico e paisagístico. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan - concretizou a operação, tombando-o com a consequente despropriação da área para a construção de um parque público. Em 65, o tombamento foi reafirmado a nível estadual.